quinta-feira, 4 de abril de 2013

O seu comentário sobre as publicações nesse blog é de suma importância para o desenvolvimento desse trabalho. Ao ler um texto ou assistir vídeos, deixe o seu comentário. Participe, comente.

   O segredo é nunca desistir nas dificuldades, porque não estamos sozinhos.







.. 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012


Balada da vida.

A vida passa,
Não caça.
O trem apita,
não pita.
O beijo estala,
não cala.
A voz que fala,
não grita.

A mente que enrola,
não cola.
O olhar que evita,
não pinta.
O som que rola,
não embola.
O tecido da vida,
não é chita.

A vida não deve,
é leve.
O futuro não é perto,
é incerto.
A paz que se deve,
é breve.
O amor que é certo,
está perto.
                                              Jorge Luiz Borges Vieira

sábado, 8 de dezembro de 2012

Sou?

Sou o que sou
onde estou.
se não mais estou,
não sou.

sou um gerente
sou gente.
chegou a hora,
vou embora;
não sou ninguém.

No ônibus, sou motorista.
No circo, malabarista.
No consultório, dentista;
quando saio de lá
Não sou ninguém.

Sou o que sou
onde estou,
se não mais estou,
Não sou.

                        Jorge Luiz Borges Vieira

domingo, 9 de setembro de 2012

O amor é uma gramática



O amor é uma gramática

O amor é uma gramática. Ele coloca em nossa vida um sujeito indeterminado que sai de um lugar comum e vai se transformando em um substantivo próprio. Com o passar do tempo, essa pessoa vai se tornando, aos poucos,  um sujeito determinado simples. Ele vai vivendo ao nosso lado tantos momentos bons que pensamos que o tal, foi determinado para nos fazer felizes. A alegria é tanta que chegamos ao ponto de pensar que a felicidade é um substantivo concreto e composto de inúmeros dias de contentamentos.
Conforme o tempo vai passando, descobrimos coisas. A pessoa não se mostra mais. Vai se ocultando e se transforma em sujeito oculto. Isso tudo se dá porque descobrimos que as palavras ditas eram, na verdade, substantivos abstratos. É aí que nossa vida se transforma e passa a ser uma oração com o sujeito inexistente.

Jorge Luiz Borges Vieira