Balada da vida.
A vida passa,
Não caça.
O trem apita,
não pita.
O beijo estala,
não cala.
A voz que fala,
não grita.
A mente que enrola,
não cola.
O olhar que evita,
não pinta.
O som que rola,
não embola.
O tecido da vida,
não é chita.
A vida não deve,
é leve.
O futuro não é perto,
é incerto.
A paz que se deve,
é breve.
O amor que é certo,
está perto.
Jorge Luiz Borges Vieira