quinta-feira, 20 de dezembro de 2012


Balada da vida.

A vida passa,
Não caça.
O trem apita,
não pita.
O beijo estala,
não cala.
A voz que fala,
não grita.

A mente que enrola,
não cola.
O olhar que evita,
não pinta.
O som que rola,
não embola.
O tecido da vida,
não é chita.

A vida não deve,
é leve.
O futuro não é perto,
é incerto.
A paz que se deve,
é breve.
O amor que é certo,
está perto.
                                              Jorge Luiz Borges Vieira

sábado, 8 de dezembro de 2012

Sou?

Sou o que sou
onde estou.
se não mais estou,
não sou.

sou um gerente
sou gente.
chegou a hora,
vou embora;
não sou ninguém.

No ônibus, sou motorista.
No circo, malabarista.
No consultório, dentista;
quando saio de lá
Não sou ninguém.

Sou o que sou
onde estou,
se não mais estou,
Não sou.

                        Jorge Luiz Borges Vieira